segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
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Encontro reúne jovens de todos os carismas e movimentos religiosos da Igreja no Brasil
Na próxima sexta-feira, 3, tem início no Centro de Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP), o 1º Encontro Nacional de Movimentos Juvenis (ENMJ). O evento, organizado pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deve reunir 450 jovens e 50 adultos, lideranças nacionais de movimentos e congregações que trabalham com jovens de todo o Brasil.“O encontro tem por objetivo celebrar a unidade da Igreja na diversidade de carismas”, antecipa o assessor do Setor Juventude, padre Carlos Sávio. Ainda de acordo com padre Sávio, o evento procura se aproximar das expressões juvenis presentes na Igreja no Brasil. “O Setor Juventude busca somar esforços para que todos juntos possam anunciar, com discernimento e responsabilidade, o Evangelho de Jesus”, completou padre Sávio.
Mais de vinte movimentos de expressão nacional já confirmaram presença, entre eles, o Segue-me, o Caminho Neocatecumenal, o Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica, a Legião de Maria, as Equipes Jovens de Nossa Senhora, e outros. Também estarão presentes as congregações que caminham mais próximas do Setor Juventude Nacional, como a Articulação da Juventude Salesiana, a Pastoral Juvenil Marista, a Juventude Franciscana e os Vicentinos Jovens, além da Comissão Nacional de Leigos do Brasil, organismo da CNBB.
Também participarão do encontro os secretários nacionais das Pastorais de Juventude e representantes das Comunidades Novas com maior representação nacional, como a Comunidade Católica Shalom e Canção Nova.
O bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e Referencial do Setor Juventude, dom Eduardo Pinheiro; e o bispo de Caraguatatuba (SP), dom Antônio Carlos Altieri, estarão presentes como assessores. O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, presidirá a missa de abertura.
Durante o encontro, também ocorrerá o lançamento do site Jovens Conectados, que será a página oficial do Setor Juventude na internet e vai congregar notícias e informações sobre as várias expressões eclesiais dedicadas ao trabalho com os jovens.
Mais informações sobre o encontro, acesse http://www.encontromovimentos.wordpress.com ou entre em contato pelo email:juventude@cnbb.org.br
Não perca o encanto pela vida
Ser feliz não é viver sem sofrimentoViver é uma aventura, e, diga-se de passagem, uma aventura muito bela. Descobrem a beleza da vida, as almas que nunca perdem o encanto e a ternura diante de cada novo dia e de cada nova experiência.
Enche-se de leveza e alegria o coração que nunca perde a novidade e que enfrenta as realidades, a cada dia, como se tudo fosse novo, encantando-se diante da criação e diante da beleza presente nos detalhes do existir. Ao contrário, quem perdeu o encanto com a vida e a enxerga com ares de "hora extra", acreditando já ter contemplado tudo o que ela tem a oferecer, acaba por conceber a existência como um peso, como realidade opaca e destituída de significado.
Uma das piores coisas do mundo, pior até que "dor de dente", é conviver com alguém que se cansou de viver, que vê a vida de maneira distorcida e negativa, em virtude das marcas que o passado lhe acrescentou... Quem fica com os olhos fixados no passado se torna incapaz de ver o presente. E quem não o vê está morto. Não existe maior expressão de morte para alguém do que deixar de enxergar o mundo e o presente, como se fosse a primeira vez...
Que as dores – que vivemos – não nos roubem o olhar de esperança diante de cada situação.
Nosso presente é o presente que Deus nos entrega, e cabe a nós, com o auxílio e a graça d'Ele, reconstruir, no hoje, as belas e originais ilustrações e formas de nossa história.
Fomos criados para a felicidade, independentemente do nosso passado e das dores que vivenciamos. Ser feliz não é viver sem sofrimentos, mas é saber crescer com estes, não permitindo que eles nos aprisionem.
Não existe realização sem luta e desafio. Quem luta por sua felicidade já a alcançou, é apenas uma questão de tempo. É possível ser feliz no hoje. A felicidade é sempre uma real possibilidade, depende apenas da forma como enxergamos a vida.
Nunca desista de lutar pela vida e por seus sonhos, saiba que você é muito mais do que seu passado e suas escolhas erradas. Creia que hoje, agora, é o momento ideal para ser feliz!... fonte : cançaonova.
Bispos latino-americanos incentivam luta contra corrupção
Os presidentes dos Episcopados da Colômbia, Equador, Peru e Venezuela pediram às autoridades que fortaleçam as relações entre estes países e combatam o narcotráfico e a corrupção, que são “os piores flagelos que sofrem nossos povos”.
Em um comunicado, os presidentes dos Episcopados do Equador, Dom Antonio Arregui; da Colômbia, Dom Rubén Salazar; do Peru, Dom Miguel Cabrejos; e da Venezuela, Dom Ubaldo Santana, expressaram também sua preocupação pela extensão da violência e o desprezo pela vida humana.
Os bispos convidaram os católicos a colaborar na consecução da justiça, da liberdade, da fraternidade e da paz entre os povos. O texto também exortou as autoridades a seguirem avançando na integração regional através do diálogo, da diplomacia e da mútua cooperação, “superando os pragmatismos e os conflitos ideológicos”.
Por sua vez, afirmaram, “renovamos nosso compromisso com a marcha atual e futura de nossas nações na perspectiva de um desenvolvimento integral e de um genuíno humanismo cristão”.
Depois de recordar as raízes cristãs de seus países, os bispos afirmaram que a Missão Continental “abre um novo horizonte evangelizador para a Igreja” na América Latina.
O comunicado informou ainda que, no encontro, foram delineadas “algumas orientações comuns para a atenção pastoral junto aos migrantes e refugiados, especialmente nas zonas fronteiriças”.
“Aproveitamos esta ocasião para fazer chegar uma mensagem de solidariedade àqueles que, em amplas regiões de nosso continente, foram afetados pelas persistentes chuvas das últimas semanas”.
“A Igreja, através de suas instituições caritativas, quer tornar efetiva sua presença e ajuda a todas as vítimas desta emergência. Elevamos nossa oração pelos que perderam a vida e manifestamos nossa proximidade, com uma palavra de consolo e de esperança, aos seus familiares e entes queridos”, destacam ainda os bispos.
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Em um comunicado, os presidentes dos Episcopados do Equador, Dom Antonio Arregui; da Colômbia, Dom Rubén Salazar; do Peru, Dom Miguel Cabrejos; e da Venezuela, Dom Ubaldo Santana, expressaram também sua preocupação pela extensão da violência e o desprezo pela vida humana.
Os bispos convidaram os católicos a colaborar na consecução da justiça, da liberdade, da fraternidade e da paz entre os povos. O texto também exortou as autoridades a seguirem avançando na integração regional através do diálogo, da diplomacia e da mútua cooperação, “superando os pragmatismos e os conflitos ideológicos”.
Por sua vez, afirmaram, “renovamos nosso compromisso com a marcha atual e futura de nossas nações na perspectiva de um desenvolvimento integral e de um genuíno humanismo cristão”.
Depois de recordar as raízes cristãs de seus países, os bispos afirmaram que a Missão Continental “abre um novo horizonte evangelizador para a Igreja” na América Latina.
O comunicado informou ainda que, no encontro, foram delineadas “algumas orientações comuns para a atenção pastoral junto aos migrantes e refugiados, especialmente nas zonas fronteiriças”.
“Aproveitamos esta ocasião para fazer chegar uma mensagem de solidariedade àqueles que, em amplas regiões de nosso continente, foram afetados pelas persistentes chuvas das últimas semanas”.
“A Igreja, através de suas instituições caritativas, quer tornar efetiva sua presença e ajuda a todas as vítimas desta emergência. Elevamos nossa oração pelos que perderam a vida e manifestamos nossa proximidade, com uma palavra de consolo e de esperança, aos seus familiares e entes queridos”, destacam ainda os bispos.
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Paquistão: religiosos pedem modificações na lei sobre blasfêmia
A lei sobre a blasfêmia é discriminatória e é utilizada para resolver as próprias disputas pessoais". Essa situação foi evidenciada durante seminário organizado em 2 de dezembro pelo Centro de Estudos Laicos Jinnah Institute, de Islamabad, capital do Paquistão.
O intuito do encontro é formular um pedido para o governo, no sentido de que faça modificações na lei da blasfêmia, tendo como catalisador o recente caso de Asia Bibi. Estavam presentes líderes religiosos cristãos e muçulmanos, representantes de organizações não governamentais e membros da sociedade civil.
Durante o encontro, os participantes discutiram a proposta de lei apresentada à Assembléia Nacional pelo ex-ministro da Informação, Sherry Rehmanil. A proposta consiste na modificação das seções 295 A e C do Código Penal paquistanês, e da 298 do Código de Procedimento Penal. Com as mudanças, seria mais viável garantir a todos os cidadãos direitos iguais de tutela constitucional, evitando-se os erros frequentes de interpretação no que diz respeito à blasfêmia.
O Arcebispo de Islamabad, Dom Rufin Anthony, disse que a definição atual de blasfêmia é muito vaga, e leva obrigatoriamente à pena de morte, segundo a seção 295C do Código Penal.
A lei também foi criticada pelo estudioso de religião muçulmana, Javed Ahmad Ghamdi, a qual, segundo ele, acaba em constantes discriminações, principalmente contra as minorias.
De acordo com dados da Comissão Nacional Justiça e Paz da Igreja Católica, de 1986 a 2009, pelo menos 964 pessoas foram incriminadas sob acusação de terem profanado o Alcorão ou difamado o profeta Maomé. Entre estes, 479 eram muçulmanos, 119 cristãos, 340 ahmadi, 14 hinduístas e os outros 10 de religiões diversas.
A lei da blasfêmia dá margens a ataques e vinganças pessoais e homicídios extrajudiciais.
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O intuito do encontro é formular um pedido para o governo, no sentido de que faça modificações na lei da blasfêmia, tendo como catalisador o recente caso de Asia Bibi. Estavam presentes líderes religiosos cristãos e muçulmanos, representantes de organizações não governamentais e membros da sociedade civil.
Durante o encontro, os participantes discutiram a proposta de lei apresentada à Assembléia Nacional pelo ex-ministro da Informação, Sherry Rehmanil. A proposta consiste na modificação das seções 295 A e C do Código Penal paquistanês, e da 298 do Código de Procedimento Penal. Com as mudanças, seria mais viável garantir a todos os cidadãos direitos iguais de tutela constitucional, evitando-se os erros frequentes de interpretação no que diz respeito à blasfêmia.
O Arcebispo de Islamabad, Dom Rufin Anthony, disse que a definição atual de blasfêmia é muito vaga, e leva obrigatoriamente à pena de morte, segundo a seção 295C do Código Penal.
A lei também foi criticada pelo estudioso de religião muçulmana, Javed Ahmad Ghamdi, a qual, segundo ele, acaba em constantes discriminações, principalmente contra as minorias.
De acordo com dados da Comissão Nacional Justiça e Paz da Igreja Católica, de 1986 a 2009, pelo menos 964 pessoas foram incriminadas sob acusação de terem profanado o Alcorão ou difamado o profeta Maomé. Entre estes, 479 eram muçulmanos, 119 cristãos, 340 ahmadi, 14 hinduístas e os outros 10 de religiões diversas.
A lei da blasfêmia dá margens a ataques e vinganças pessoais e homicídios extrajudiciais.
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Justiça suspende liminar que proibia médico de fazer ortotanásia
Depois de mais de três anos de debates nos meios jurídicos e médicos e na sociedade, a Justiça Federal revogou a liminar que suspendia a regulamentação da ortotanásia no país. O procedimento médico, que consiste na suspensão de tratamentos invasivos que prolonguem a vida de pacientes em estado terminal, foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em novembro de 2006.
O juiz Roberto Luis Luchi Demo, da 14ª Vara Federal, julgou improcedente o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que considerava a medida inconstitucional. A decisão será publicada esta semana no Diário Oficial da União, segundo o Conselho Federal de Medicina.
Leia mais
.: Eutanásia, ortotanásia e distanásia. Qual a diferença?
A ortotanásia só pode ser realizada quando não é mais possível a cura do paciente. Para fazê-la, o médico precisa ter autorização do próprio paciente ou de sua família, em caso de incapacidade do primeiro. Essa conduta médica é considerada ética e tem manifestações favoráveis da Igreja Católica. A morte, em 2005, do papa João Paulo II, é um dos exemplos mais conhecidos de ortotanásia.
No Brasil, o exemplo mais famoso é a morte do ex-governador de São Paulo Mário Covas, em 2001, que levou o estado a ser o único do país a aprovar uma lei garantindo o direito do cidadão a uma morte digna. Covas teve um câncer reincidente na bexiga e preferiu passar os últimos momentos de vida na companhia da família, recebendo apenas tratamento paliativo.
Segundo o presidente do CFM, Roberto d’Avila, a liminar que suspendeu a regulamentação da ortotanásia no país, há três anos, era reflexo do desconhecimento da sociedade sobre sua prática, confundida com outras tipificadas como crime, como a eutanásia, quando a morte de paciente terminal é provocada. “O lado bom foi que isso fez com que discutíssemos mais profundamente o assunto com toda a sociedade.”
Ele disse ser importante esclarecer que existe um grupo de pacientes em que a cura não é mais possível. “Nesses casos, o doente continua sendo acolhido, mas pode optar por tratamento paliativo, com uso de sedativos e analgésicos em quantidades adequadas, no lugar de procedimentos que não lhe trariam benefícios e poderiam prolongar a morte com dor.”
A revogação da liminar ocorreu depois que o próprio Ministério Público Federal revisou a ação inicial e reconheceu que ela deveria ser acolhida. Segundo argumentação da procuradora Luciana Loureiro Oliveira, a ortotanásia não constitui crime de homicídio, ao contrário da eutanásia, e o CFM tem competência para editar a resolução que a regulamenta, “que não versa sobre direito penal e, sim sobre ética médica e consequências disciplinares”.
Para d’Avila, a decisão da Justiça foi um avanço da compreensão da sociedade sobre o tema. Além disso, retira a insegurança criada nos médicos que viram uma conduta moral na medicina sendo tratada, temporariamente, como ato ilegal. “É um processo que a própria sociedade acaba exigindo de nós. Por isso, os médicos vinham sendo orientados a sempre conversar e preservar a autonomia de seus pacientes.”
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O juiz Roberto Luis Luchi Demo, da 14ª Vara Federal, julgou improcedente o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que considerava a medida inconstitucional. A decisão será publicada esta semana no Diário Oficial da União, segundo o Conselho Federal de Medicina.
Leia mais
.: Eutanásia, ortotanásia e distanásia. Qual a diferença?
A ortotanásia só pode ser realizada quando não é mais possível a cura do paciente. Para fazê-la, o médico precisa ter autorização do próprio paciente ou de sua família, em caso de incapacidade do primeiro. Essa conduta médica é considerada ética e tem manifestações favoráveis da Igreja Católica. A morte, em 2005, do papa João Paulo II, é um dos exemplos mais conhecidos de ortotanásia.
No Brasil, o exemplo mais famoso é a morte do ex-governador de São Paulo Mário Covas, em 2001, que levou o estado a ser o único do país a aprovar uma lei garantindo o direito do cidadão a uma morte digna. Covas teve um câncer reincidente na bexiga e preferiu passar os últimos momentos de vida na companhia da família, recebendo apenas tratamento paliativo.
Segundo o presidente do CFM, Roberto d’Avila, a liminar que suspendeu a regulamentação da ortotanásia no país, há três anos, era reflexo do desconhecimento da sociedade sobre sua prática, confundida com outras tipificadas como crime, como a eutanásia, quando a morte de paciente terminal é provocada. “O lado bom foi que isso fez com que discutíssemos mais profundamente o assunto com toda a sociedade.”
Ele disse ser importante esclarecer que existe um grupo de pacientes em que a cura não é mais possível. “Nesses casos, o doente continua sendo acolhido, mas pode optar por tratamento paliativo, com uso de sedativos e analgésicos em quantidades adequadas, no lugar de procedimentos que não lhe trariam benefícios e poderiam prolongar a morte com dor.”
A revogação da liminar ocorreu depois que o próprio Ministério Público Federal revisou a ação inicial e reconheceu que ela deveria ser acolhida. Segundo argumentação da procuradora Luciana Loureiro Oliveira, a ortotanásia não constitui crime de homicídio, ao contrário da eutanásia, e o CFM tem competência para editar a resolução que a regulamenta, “que não versa sobre direito penal e, sim sobre ética médica e consequências disciplinares”.
Para d’Avila, a decisão da Justiça foi um avanço da compreensão da sociedade sobre o tema. Além disso, retira a insegurança criada nos médicos que viram uma conduta moral na medicina sendo tratada, temporariamente, como ato ilegal. “É um processo que a própria sociedade acaba exigindo de nós. Por isso, os médicos vinham sendo orientados a sempre conversar e preservar a autonomia de seus pacientes.”
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